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Francisco João Silva e Ana Rita Gomes

INFORMATION CLOUD

Porto . Portugal . 2014


contacto

 

No mundo actual, a informação tem um papel vital na sociedade. Em qualquer forma ou dimensão, é cada vez mais fácil ter acesso à mesma, transformá-la e multiplica-la. No entanto, as bibliotecas tornam-se progressivamente obsoletas, incapazes de acompanhar o contexto vigente.

 

De forma a reintegrar a biblioteca como elemento relevante para o dia-a-dia, é necessário reconsiderar como esta processa e apresenta a informação aos seus utilizadores. Hoje em dia, tudo está em rede, encurtando a distância entre as pessoas e aquilo que elas procuram. Para uma biblioteca ter lugar nesta relação, deve adicionar ou tornar algo disponível que não seja acessível através de outra ferramenta. Tendo isso em conta, o edifício deve armazenar, arquivar, interagir com qualquer informação e apresentá-la ao utilizador de uma forma a que ele próprio seja integrado nela. A arquitectura torna-se assim o meio potenciador desta nova experiência de informação, permitindo ao edifício o controlo do conhecimento e a possibilidade de se alterar e adaptar a qualquer necessidade.

 

Começando com um cubo como forma simples, o espaço da biblioteca seria um vazio completo, uma enorme sala livre aberta a qualquer tipo de evento. Em baixo, um outro cubo actuaria como o cérebro do edifício, processando toda a informação. A conexão entre ambos os cubos seriam pilares, que além de suportarem toda a estrutura, garantiriam a distribuição de tudo que é necessário para a biblioteca funcionar. Desde a luz, ao ar condicionado e à estrutura eléctrica, estes pilares seriam a edificação metafórica do conhecimento, experiência e ambiente. Nelas, os dados seriam recriados em qualquer parte da biblioteca como novos ambiente interactivos.

 

Dividindo o vazio numa grelha tridimensional, o espaço seria então distribuído em cubos mais pequenos de 3 metros de lado que se moveriam verticalmente como plataformas elevatórias através dos pilares. Para cada uso ou necessidade, o espaço mudaria rapidamente, de forma a acomodar o evento. A informação tornar-se-ia num ambiente maleável para que a interação com os utilizadores fosse potenciada. A biblioteca seria um núcleo da experiência e da sensação, onde as pessoas poderiam virtualmente ir a qualquer lado, cruzar quaisquer dados e ter acesso a qualquer informação. Mais do que apenas visualizar ou ler documentos, as pessoas poderiam visitar qualquer local, estar dentro de um filme que quisessem ver, participar numa conferência, visitar uma exibição, entrar em videojogos entre outros.

 

Quais são as possibilidades desta nova biblioteca? Seria um local onde as pessoas pudessem sentir e aprender o que quisessem. O espaço seguiria esse principio, permitindo a transformação e criando uma nuvem de acção indefinida onde tudo pode acontecer. Para um edifício que permite isto, seria essencial garantir a visibilidade entre interior e exterior, mostrando propositadamente o que acontece no seu interior, convidando deste modo qualquer um a participar na acção.

 


 


ARQUITECTURA

Francisco João Silva E Ana Rita Gomes

 

Francisco João Ferreira da Silva

Rua do Panorama, 122

4405-259 Canelas – Vila Nova de Gaia, Porto

telefone: 917013863

e-mail: fxico91@hotmail.com

 

Ana Rita Correia Gomes

Rua Tomaz Ribeiro, 654

4450-295 Matosinhos, Porto

telefone: 919134935

e-mail: anarita_cg@msn.com