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1º CLASSIFICADO _  JOÃO OLIVEIRA E RAFAEL RAMALHO


Maqueta do conjunto das intervenções propostas

 

“(...) A abordagem para revitalizar a Fábrica Sampaio Ferreira centrou-se na exposição da memória do lugar e a atividade industrial que desenvolveu a região. Numa primeira análise, ao invés de se conferir um uso específico para cada edifício abandonado, foram estabelecidos vínculos entre os edifícios existentes e a envolvente, bem como entre as diferentes escalas do conjunto urbano e os momentos de intervenção.

Desse modo, foi criada uma relação permeável com o meio envolvente e urbano através da definição de momentos de quebra ao longo do conjunto como elos de comunicação visual. Assim, os espaços livres criados constituem um importante elemento na representação de uma ideia para o conjunto, em que as construções e o vazio que as envolve se complementam.

 

Partindo de um princípio de disposição dos edifícios ao longo de um caminho interior que se resolve em praças e espaços verdes, a proposta assume um caráter público que a define. A partir destes momentos de ligação, é possível ver, nos intervalos dos edifícios, a paisagem natural a Sul com o movimento constante do Rio Ave criando uma atmosfera onde a envolvente e o conjunto industrial se unem num diálogo de partes que se correspondem de forma aberta. Assim, a articulação do espaço realiza-se através de elementos como rampas, passeios, espaços verdes e praças que devolvem a ideia de vale urbano, o caráter público,

as dinâmicas sociais e a experiência urbana a uma área abandonada na sua temporalidade.


Memória Aberta é assim uma proposta criativa numa arquitetura industrial abandonada que se pretende como um lugar de caráter público onde seja possível conhecer a memória industrial ao mesmo tempo que se experiencia a essência natural do Vale do Ave.

 

 

PROGRAMA GERAL DA INTERVENÇÃO

A deslocação do Museu da Indústria Têxtil para as instalações da Fábrica Sampaio, Ferreira e C.ª Lda. irá trazer novas dinâmicas a Riba D’Ave, no entanto, a articulação deste equipamento com outros programas é fundamental para garantir a sustentabilidade financeira, social e urbana deste conjunto, revitalizando o sua posição central no panorama intermunicipal do Vale do Ave.


MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL - ZONAS SOCIAIS

MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL - RESERVAS

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO

CDIT - CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA TÊXTIL

SEDE DA FUNDAÇÃO NARCISO FERREIRA

RESIDÊNCIAS

ESTACIONAMENTO

ESPAÇO PÚBLICO


A reabilitação deste conjunto passa também pela abertura do complexo industrial ao quotidiano de Riba D’Ave. Para isso foram reabilitados percursos outrora industriais, que conectam os diversos pavilhões ao longo de um eixo longitudinal definido pelos imponentes muros de pedra pré-existentes, pontualmente marcados por pontos de ligação vertical entre os diferentes níveis do terreno. Numa cota inferior, o percurso de carácter mais técnico conecta as diferentes partes deste conjunto permitindo o acesso para cargas e descargas sem coincidir com os percursos comuns que se desenvolvem em paralelo numa cota superior ao longo de um arruamento também pré-existente. No sentido norte-sul surge a ponte de passagem pedonal e ciclável (E) que rasga este conjunto ao meio e encurtando as relações entre as duas margens. Deste rasgo resulta também a criação de uma praça onde a verticalidade da chaminé anuncia o início experiência museológica.(...)"

 

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2º CLASSIFICADO _ FMVS

 

“(...) Hoje, o recinto murado constitui obstáculo para uma percepção da monumentalidade do complexo, assim como para o Rio Ave e toda a encosta a poente onde se encontra o Bairro Operário. A negação destes três elementos à Avenida é factor especialmente empobrecedor do espaço urbano já que todos configuram pontos de relevo no tecido e na história. O complexo fabril, por materializar simbolicamente o esforço da industrialização do início do século como o maior complexo fabril do país, processo de importante impacto territorial e cujo usufruto do potencial espacial urge abrir à Vila. Em segundo lugar, o Rio Ave, não só por constituir vestígio de grande eixo ordenador do território, mas também pelo seu potencial contemporâneo enquanto símbolo de lazer, fruição e qualidade de vida das cidades. Por fim, o Bairro Operário, talvez a obra mais relevante em termos sociais da família Ferreira.


A sul, porém, há já indícios de mudança. Embora de forma pouco coordenada do ponto de vista da unidade do conjunto e da acessibilidade urbana, alguns antigos volumes da fábrica foram absorvidos por usos/equipamentos activos que os devolveram à vida quotidiana. Entre estes, destaca-se talvez a superfície comercial cuja entrada usufrui da antiga praça representativa do complexo da fábrica. Seguindo a inspiração de construção de cidade do patrono, a presente proposta pretende dar continuidade a este processo de absorção urbana do maciço da fábrica.(...)"

 

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3º CLASSIFICADO _ MARCELO M. SILVA, ARQUITETO



“(...) O conceito do projeto passa por entender este lugar como uma sucessão de muros (à semelhança do que se pode observar na fotografia aérea antiga, relativamente aos terrenos envolventes) que fazem a contenção do terreno e dos volumes edificados, sendo que os planos dos muros apresentam uma dualidade no seu significado e função.

 

Por um lado, permitem, pela sua função estrutural, criar cotas artificiais diferentes, anteriormente inexistentes, pela realização de áreas de aterro, sobre as quais se assenta toda a construção, nova e existente. Mas, por outro lado, esta sequência de planos irregulares proporciona vários percursos distintos, que serpenteiam entre as construções

e que permitem fazer a ligação entre todos os edifícios a cotas diferentes, como também estabeler a ligação entre o centro urbano e o rio. (...)"

 

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MENÇÃO HONROSA _ JGAC

 

“(...) Uma das questões mais marcantes do actual recinto onde se insere a área de intervenção é o facto de toda esta zona estar murada, não sendo possível ao púbico aí aceder nem sequer visualizar o rio. É um espaço hermético que funciona como que uma fronteira física.

 

No passado enquanto a actividade têxtil se exercia toda a área tinha uma vida própria e um palpitar contínuo. Digamos que a importância deste núcleo foi vital durante décadas não só para Riba d’Ave como também para as populações vizinhas. Hoje, porém, dez anos passados do fecho da actividade, os recintos e os edifícios rapidamente se deterioraram. Qualquer visitante não fica indiferente ao que presencia ao percorrer estes espaços. (...)"

 

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MENÇÃO HONROSA _ JOÃO ARAÚJO SOUSA & JOANA CORREIA SILVA

 

“(...) O Museu da Indústria Têxtil pode ser o primeiro passo para a criação de um espaço competitivo e impulsionador da economia local. A proposta de reabilitação da fábrica não se traduz apenas na recuperação isolada dos edifícios, mas pretende também criar um pólo comercial/criativo dinamizador da vila de Riba d´Ave.

 

A solução reinterpreta a evolução da fábrica, procurando assegurar uma leitura clara do conjunto de edifícios e oferecer uma nova dignidade a espaços que foram sendo desfigurados nas sucessivas operações de crescimento. A implementação do projecto considera a reabilitação da maioria dos edifícios existentes e a demolição selectiva de alguns dos acrescentos e volumes mais recentes. Prevê também a criação de um novo volume em forte relação com a estrutura urbana de Riba d´Ave. Este pavilhão independente estabelece o principal ponto de acesso ao museu na nova praça pública, local mais favorável para afirmar a sua presença na malha urbana local e fortalecer a ligação com a comunidade local. (...)"

 

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CONCORRENTES ESTUDANTES

 

1º CLASSIFICADO _ JOANA FRANCISCO TOMAZ


 

“(...)  DO DESÍGNIO À AÇÃO

Visão geral das problemáticas do lugar e conceito da proposta adotada:

O projeto proposto pretende atender às premissas colocadas pelo desafio urbano, por outras palavras, pretende dar um novo caracter à cidade de Riba d’Ave, fortalecendo a sua relação com o complexo fabril e o rio Ave.

Com o intuito de responder às necessidades vigentes, em torno da perpetuação da memória do património local e das grandes unidades industriais que foram impactantes no desenvolvimento socioeconómico da zona do Vale do Ave, apresentamos uma intervenção urbana-arquitetónica que oferece a reativação da frente de rio e frente urbana, a partir do resgate do lote para o tecido urbano. E, numa inevitável revitalização e recuperação dos edifícios existentes, que são o corpo da antiga Fábrica Sampaio, Ferreira e Cia. Lda., com a introdução de um novo programa de cariz museológico. (...)"

 

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2º CLASSIFICADO _ RAFAEL MONTEIRO


 

“(...) A malha urbana de Riba d’Ave desenvolve-se ao longo da encosta do vale, distribuindose essencialmente no decorrer da Av. Narciso Ferreira, num crescimento aparentemente de costas voltadas para o rio. A fábrica Sampaio Ferreira assume-se aqui um elemento central, distribuidor e potencialmente organizador da vila e também fundamental na reflexão sobre a requalificação urbana e a necessária renovação de espaços que, tal como os da fábrica, têm potencial para revitalizar o tecido urbano de modo a obter resultados práticos nas dinâmicas

socioeconómicas.

 

Apesar do concurso delimitar apenas uma parte da fábrica, é entendido que a intervenção pode beneficiar de um pensamento global, tendo em conta que a questão do património quando aplicado a um espaço fabril não deve nem pode ser limitado apenas a questões do construído.

Torna-se pertinente a compreensão do funcionamento da fábrica, que em certa medida explica a sucessão e consequente implantação dos volumes; uma materialização do sentido verticalizante da produção (fiação, tecelagem, tinturaria e acabamento) que a Sampaio Ferreira apresenta. (...)"

 

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